O que nós aprendemos hoje. Parte 4

outubro 1st, 2009  / Author: leandro
Por Leandro Damasceno
Hoje nós aprendemos que o sumô é o mais belo dos esportes.



Pratique!



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O que nós aprendemos hoje. Parte 3

outubro 1st, 2009  / Author: leandro
Hoje, boys and girls, nós aprendemos que democracia de verdade se faz com lasers. Com LASERS!!!



Foto original da indispensável Trixie Badlam


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O que nós aprendemos hoje. Parte 2

outubro 1st, 2009  / Author: leandro
Hoje aprendemos, meninos e meninas, que é possível ler alguns mangás bem legais on-line, sem precisar precisar baixar porra nenhuma.

Clicando no link, você pode ler, desde o princípio, Fullmetal Alchemist e à direita tem vários títulos bem bacanas.

Divirta-se!

O que nós aprendemos hoje. Parte 1

outubro 1st, 2009  / Author: leandro
Por Leandro Damasceno

Nós aprendemos hoje, meninos e meninas, que existe um blog dedicado a mostrar, exclusivamente, imagens de personagens de quadrinhos levando ou dando pancada no saco.


Para acessar, é só clicar aqui: http://nadshot.com

Eu gostaria de dizer que esse blog celebra uma tradição e que existe uma explicação para essa prática e que a maioria das pessoas não consegue ver a arte por trás disso tudo devido ao preconceito e à censura das grande corporações de mídia e blá, blá, blá….

Nada disso! São chutes e socos e boladas e afins no saco. É engraçado.

Divirta-se!

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Cidades 2.0

outubro 1st, 2009  / Author: leandro
Leandro Damasceno


Já devo ter escrito umas vinte vezes sobre como eu gosto de cidades e das coisas que remetem ao urbano. Em 2008, mais da metade da população mundial estará vivendo em cidades e dentro desses aglomerados de pessoas pode-se contar todas as histórias. Nem todas têm uma moral, mas elas estão ali.

Uma das coisas mais interessantes é que, ao contrário do que todo mundo previa, não é por causa disso que as pessoas têm se enclausurado. Vide os dispositivos de comunicação móvel, a troca de mensagens via celular e a crescente presença de smartphones e afins no dia-a-dia urbano.

Bem, já que mobilidade é uma das ordens do dia, por que não um “modelo da era 2.0″ de casa móvel:


mais de 100 canais de TV, internet sem fio em tempo integral, diagnóstico computadorizado do veículo, serviço de assistência de emergência, informações de tráfego e de tempo em tempo real por comunicação via satélite.

Mais legal do que tudo isso?



É super bonitinho!

Pena que é um protótipo e não existe de verdade, mas se algum dia você quiser mesmo mobilidade no seu imóvel, contate o time de designers da General Motors e torça pelo melhor.

A alternativa é acampar no meio de Times Square. Mas isso seria muito hippie-moderno-ainda-sujo-nojento-do-novo-milênio.



E no inverno essas barraquinhas não iriam ajudar muito… Mas enfim, alternativas para as cidades do novo milênio, cara. Mais da metade da população mundial estará nas cidades. Ou a gente dá um jeito de acomodar todo mundo ou o governo vai começar a levar muito a sério as teorias de Thomas Malthus.

Via um dos meus sites prediletos: http://weburbanist.com/


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Surrealismo

outubro 1st, 2009  / Author: glayson

Primeira projeto completo em 3d realizado por esse blogueiro de meia tigela. Apresenta o surrealismo brincando com elemento de algumas obras desse movimento artístico. para saber mais sobre esse povo doido, visite http://www.surrealismo.net/.

Brain Wood

outubro 1st, 2009  / Author: leandro
por Leandro Damasceno

Atualmente o lugar da web que mais me faz perder tempo é esse aqui:
http://northlanders.ning.com/

Uma comunidade virtual, criada pelo artista Brian Wood, onde colaboram diversos outros artistas, leitores, chatos — porque não existe lugar algum onde eles não estejam — e pessoas interessadas em novidades a respeito de diferentes quadrinhos.


Capa e Quarta-capa do encadernado de Channel Zero. Arte e design de Wood

Brian começou a carreira como artista e escritor de sua própria revista, Channel Zero, uma graphic novel que surgiu como trabalho de conclusão do curso de artes e foi publicada nos EUA pela editora Ait-Planetlar. Como designer, ele já fez diversos trabalhos, sendo que o mais conhecido foi o do jogo Grand Theft Auto, da Rockstar Games.

Por mais irônico que pareça, conheci o trabalho de Brian justamente através do design e não das HQs. Hoje, depois de anos fazendo logos e afins, Wood se dedica integralmente a escrever quadrinhos. Seus dois trabalhos atualmente sendo publicados são DMZ, pelo selo Vertigo da DC Comics, e Local, pela editora independente Oni Press.


Capa de Local #10, arte de Ryan Kelly, design de Brian Wood

Local deve ser publicada no Brasil ainda esse ano pela Devir (ou seja, espere pela facada no olho. A Devir não é famosa pelos seus precinhos camaradas). Independente do preço, vale muito a pena conhecer Brian Wood através desse título. Em histórias “menores”, focadas em personagens mais próximos do mundo real, é onde suas forças narrativas mais se destacam e fica claro que esse artista se tornou um grande escritor. Os desenhos dos doze números de Local são de Rayn Kelly. A mesma dupla está trabalhando em New York Four, mas isso é assunto para outra hora.


Capa da graphic novel New York Four, por Wood e Kelly.



Capa de DMZ #12, arte de Wood

DMZ (sigla de demilitarized zone, ou em português, zona desmilitarizada) mostra a cidade de Nova York totalmente destruída, tendo que sobreviver em meio a uma guerra civil, através do olhos de um jornalista fotográfico chamado Matty Roth.

Matty Roth, arte de Wood

O desenhista regular de DMZ é o italiano Ricardo Burchelli. A arte acima é da edição número 12, totalmente desenhada por Wood. Outros artistas, como Nathan Fox e Kristian Donaldson
já assumiram alguns números e ainda devem voltar para mais aparições especiais antes do final da série, prevista para durar sessenta edições.

DMZ deve incluir o mix da revista Pixel Magazine a partir do mês de setembro. Não consigo imaginar uma maneira pior de se publicar essa série no Brasil, mas por enquanto é o que teremos.

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Pastilhas ocasionais – ed. I

outubro 1st, 2009  / Author: glayson

a) Sabe a tal história de torcer pro índio em faroeste? Pois não é que o Dee Brown tem me convencido! “Enterrem meu coração na curva do rio” conta a colonização do oeste pela visão dos índios. Além de cativante, a gente descobre que Touro Sentado, Cavalo Doido e companhia não são personagens de um roteirista criativo pra nomes, mas figuras históricas reais.

b) Eu gosto de sebos. Posso passar horas dentro de um. No final, saio com uma bela sacola de poeira, papel e certeza de que meu nariz alérgico vai espirrar alegremente pelas novas histórias contadas por meus óculos.

c) não tem a mesma graça bagunçada, mas esse site aqui também faz meu nariz fungar e escorrer de rinite e alegria…

d) se algum blogueiro brasileiro já traduz a tira abaixo, avise agora ou arrume um concorrente (eu):

e) MiniCrônica: no despacho do supremo juiz ficou revogada a prisão do ventre. Nesse momento, a meritíssima autoridade pondera tranquilamente em seu luxuoso gabinete. Sentado em paz de zen-budista, concentra-se na laxativa tarefa de fazer merda como de costume.

Estranhos no Paraíso: Tempos de Colégio

outubro 1st, 2009  / Author: leandro

Por Leandro Damasceno

Estranhos no Paraíso: Tempos de Colégio, mais recente volume da aclamada série criada por Terry Moore a chegar ao Brasil, é a típica história que faz a gente se sentir bem.

A primeira (e quase única) vez que li Estranhos no Paraíso foi na mini-série original, publicada por aqui pela Abril. Depois até tentei acompanhar, mas as outras editoras tinham impressões e/ou preços horríveis. No entanto, vale destacar a saga “Sonho com Você”, publicada pela Via Lettera, com excelente tratamento gráfico, capas lindas e histórias excelentes. O interessante é que nem por “meios alternativos” eu li o resto da saga das amigas Francine e Katchoo. Sempre justifiquei isso para mim mesmo dizendo que era porque as meninas não eram tão interessantes assim. Mas a verdade é que, no fundo, eu queria ver ambas de volta às bancas brasileiras, com o tratamento que elas merecem. Então, agradeçam à HQM Editora, que tem se consolidado cada vez mais no mercado, lançando doses homeopáticas de trabalhos excelentes. A edição deles aqui é quase perfeita! Parabéns!

A primeira boa notícia de Tempos de Colégio, é que você não precisa saber nada do que aconteceu em outras edições de Estranhos no Paraíso para entender tudo. A segunda boa notícia: da mini-série original (lançada pela primeira vez em 1993) até hoje, Terry Moore só fez melhorar.

Nunca fui um grande fã do seu traço. Sempre achei ele um desenhista regular, competente no máximo, mas um excelente contador de histórias. Essas características mais uma vez se apresentam aqui, não raramente de forma brilhante.

Exemplo: logo no começo da primeira história, Katchoo tem que declamar um poema de sua autoria para a sala, algo que ela não quer fazer. Moore diminui o tamanho dos quadrinhos, aumentando essa sensação de desconforto ao criar um ambiente claustrofóbico para o próprio leitor, e tira os balões de fala. Nessa página, os maiores quadrinhos são os de texto, onde está escrito o poema, verdadeiro ator principal da seqüência. Nos pequenos quadrinhos de desenhos, acompanhamos quase exclusivamente a leitura do poema através da reação dos outros alunos, mais uma vez passando para o leitor a sensação de desconforto que a personagem está sentindo.

Duas páginas antes disso, éramos colocados no meio da aula de Katchoo, com a professora explicando assim um dos aspectos da poesia: “…expressar, em poucas linhas, emoções que um novelista pode levar páginas para escrever”.

Ao representar Katchoo declamando o seu poema para a turma, Terry Moore mostra, em menos de uma página, o que livros inteiros de narrativa gráfica não conseguiriam ensinar. E esse é um exemplo. Tempos de Colégio está cheio de outros tantos, o que faz dessa leitura, para quem gosta da fisiologia dos quadrinhos, um prazer especial.

Para todas as outras pessoas, seres humanos normais, que não poderiam se importar menos com isso, essa edição tem excelentes histórias, que mostram os primórdios do relacionamento entre duas meninas adolescentes que vão se tornar melhores amigas. Ao mesmo tempo, nos faz lembrar dos nossos próprios “tempos de colégio”, para o bem ou para o mal. Não se trata de lembrar para ser feliz ou para se martirizar, trata-se de viver e de se sentir, com perdão do trocadilho horrível, menos estranho.

Você pode ver algumas páginas e, se quiser, comprar a sua edição sem sair de casa clicando aqui.

Úrsula

outubro 1st, 2009  / Author: glayson

Uma russa severa, assim ela era. Acordava às 4 da matina, seu primeiro expediente, na cantina. Chegava a fábrica resoluta, pão com manteiga: dois pra cada. Assim ficava até as 9 horas, quando o último do escritório poderia vir pegar.

Nunca questionava. Era paga para servir e era isso que fazia. 9h05 entrava no elevador com o carrinho. Descia até o portão e entregava o pão com manteiga da segurança. Às 9h30 voltava de carrinho vazio e, na cozinha, sempre picava os nabos.

Nunca reclamava. No mundo em que vivia, ou se conformava, ou se sofria. Direta nas coisas, casou-se com um maquinista. Não suportaria homem em casa todo dia. Aparecia uma vez por semana: mesa posta, cama posta, banho pronto, Úrsula nua.

Quase uma obrigação.

Mas o cerco à cerca que cercava Berlim foi bem sucedido. Na sua terra, que deixou de ser sigla e tornou Rússia como quando o avô falou de mais e conheceu muro menos nobre que o alemão, mas cruel quanto, a fábrica complicou:

Pro operário, sem manteiga. Pro escritório, só cafezinho e pra gravata, tal brioche. Só uma dúvida: “tirando o pão, nada mudou… pra que os ternos?”