2010 até agora
Passamos da metade do ano e é hora de colocar esse post sobre 2009 para baixo da lista.
Quando o ano começou eu ainda longe de fazer as pazes comigo mesmo, mas as expectativas eram altas. Eu tinha sido aprovado no processo seletivo para entrar no mestrado da PUC-Minas, as crises de pânico estavam quase controladas e, mesmo ainda morando na casa dos meus pais no interior, eu sabia que era uma questão de pouco tempo até que a maior parte das coisas entrasse nos eixos. Saber isso não significa que a ansiedade vai embora, mas já é um argumento a mais para controlá-la.
Voltei para a capital e voltei para a sala de aula. Dois lugares que conheço relativamente bem. Sei me locomover nesse ambientes e voltar para lugares familiares, depois de passar seis anos vagando por terras estranhas, era necessário.
Acho que o assunto aqui é segurança. Em si, no que se faz, no que é preciso ser feito. A linha que separa esse assunto do papo de livro de auto-ajuda é tênue, então paciência aí. O que estou dizendo não é “você precisa acreditar em você” ou “confie em si mesmo”, mas aprender a analisar o que você está fazendo da sua vida de forma a fazer mudanças que lhe permitem seguir vivendo de forma menos pesada, menos complicada. Vida simples, cara. Vida simples.
Aí eu lembro do Gilberto Silva, volante da seleção brasileira, que disse em entrevista a respeito do conselho que seu pai lhe deu antes do primeiro jogo do então garoto Gilberto Silva pela Arsenal, da Inglaterra: “jogue simples, filho”. Agora, aqui na TV de 14 polegadas com imagem chuviscada ao meu lado, a Alemanha está massacrando a Inglaterra. 4-1 pro alemães e ainda temos mais de dez minutos de jogo pela frente. Eu ainda nessa vibe de mudar de ares, de reaprender as regras de jogos que parei de jogar há algum tempo, e a copa do mundo entra em campo (com o perdão do trocadilho horroroso). A Alemanha joga simples, se movimenta, toca bem, tem talento, técnica, disciplina e objetividade. É um bom time, que tem capacidade de ir longe. Talvez até de levar essa copa.
Mick Jagger está assistindo o seu “english team” tomar uma sapatada. Ontem ele viu, sentado ao lado do ex-presidente americano Bill Clinton, os Estados Unidos sendo eliminados por Gana. Mick Jagger ao lado de Bill Clinton… qualquer mulher que passasse perto dali perdia a virgindade imediatamente. Ainda que já não fossem mais virgens.
Mas o que eu estava falando mesmo? Alguma coisa sobre segurança e sobre não tocar de lado, não era isso?
Sei lá. Em algum momento a linha de raciocínio (se é que existia uma) sumiu e agora eu quero saber mais de terminar de ver esse jogo. Está sendo um bom jogo.
Bom jogo pra você também.